FECIERJ, o cabo eleitoral

Sabemos que tudo é permeado pela política, nem a bicicleta está livre disso. A fronteira final das bancadas políticas é a bicicleta. Candidato que sai na foto pedalando, é o cara! São sempre as mesmas figurinhas carimbadas querendo sair bem na foto. É Eduardo Paes, Sérgio Cabral, Haddad, Soninha, Serra, Kassab e afins…

A realidade é uma só e serei bem pragmático. Político caga para ciclista! Ele só quer o seu voto e depois vai virar a cara para você. Afinal ele ganha dinheiro através da cultura do carro  e não da bicicleta. E é isso o que interessa para ele.

Como a política é sempre uma troca de interesses, parece que a FECIERJ virou máquina de votos. A federação que deveria agir de forma apartidárias (ou pelo menos não tão descarada), era para representar o interesse dos ciclistas e não de partidos. Mas parece que em Niterói e no Rio de Janeiro, ela vestiu a camisa de dois políticos.

A campanha política é feita na rede. No próprio site da FECIERJ tem um PDF para download sobre as propostas do candidato Rodrigues Neves:

A campanha também é feita nas redes pelo presidente Cláudio Santos que fica falando sobre as propostas do Rodrigo Neves (em Niterói) e Eduardo Paes (no Rio):

Engraçado que no Rio, só vejo a FECIERJ no DMSC ou em provas. Nada mais! A realidade é que qualquer federação é máquina de dinheiro e de interesses. Outra curiosidade: Há quanto tempo o Claudio Santos é presidente da FECIERJ. Parece até cargo vitalício!

Pensando no lazer de nossos políticos, uma bicicleta especial, porque quando for para meter na bunda do ciclista, não irão pensar duas vezes. O político pode escolher o assento que melhor se adequar ao seu fiofó. Vem com 2 opções: dedo ou cacto. Em breve também com as opções: mandioca e nabo.

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3 respostas para FECIERJ, o cabo eleitoral

  1. Acompanhei algumas coisas sobre essa questão ai. No início, fiquei meio chateado em ver a participação política da Fecierj. Mas confesso que, após conversar diretamente com o Claudio Santos sobre esse assunto e alguns outros, resolvi não questionar mais. Além do mais, passei a apoiar o envolvimento da Federação, porque seria a forma mais sensata de “salvar” o ciclismo na cidade que abriga a Fecierj. Seria legal quem tiver dúvidas, conversar diretamente com ele. Mas vou passar aqui o que ele mesmo me passou. Niterói tinha vários eventos de ciclismo. E por “rachas” partidários, ficou sem nenhum. Claudio sempre tentava um acordo para levantar os eventos ciclisticos lá. Mas sem sucesso. Eventos como Um Dia Sem Carro, que começou em Niterói, foi BANIDO da cidade. Alguém não revoltaria com isso? Mas acho que nem foi isso o gerador. Me disse ainda que foi convidado para uma reunião onde foi solicitado um projeto amplo para mobilidade e esporte de ciclismo. Este projeto era direcionado à campanha. Se há o interesse de salvar o ciclismo, por que não contribuir? Ou até mesmo por que não “dar o troco” e correr atrás do tempo perdido? Enfim, política existe em todos os lugares. Na família, a representação da instituição fica por conta do pai e da mãe. Na escola, pelos diretores e professores, exército, cidade, hospital e também na Fecierj. Ou na Fecierj não temos presidente, vice, diretoria? Na Fecierj não temos eleições e temos que escolher as chapas? Não temos que montar projetos e avaliar os melhores intencionados? Bom, então, já aceitei a condição. Além do mais, a Fecierj tem apoio da Secretaria Estadual de Esporte e da Secretaria Estadual de Transportes. Onde também está a política. Enfim, temos que pensar mais sobre essas coisas. Não escrevo como uma defesa, mas como uma forma de mostrar fatos informados dentro da origem. Pra mim, tinha que apoiar. Apoiou. O apoiado ganhou e Niterói vai entrar na nova onda da mobilidade (que é muito necessária) e do esporte do ciclismo novamente! A matéria foi excelente para levantar discussões! Até porque, acho não ser o caso do exposto, realmente tem MUITO POLÍTICO CAGANDO E ANDANDO PARA CICLISTA! Fica minha opinião! Valeu!

    • Gledson disse:

      Concordo em número, gênero e grau com você. Tudo é uma troca de interesses. O erro dele foi usar o nome da Federação para divulgar um partido, o que é proibido por se enquadrar em crime eleitoral. Que ele fizesse usando o nome dele, pois consequentemente saberíamos que a FECIERJ estaria por trás.

      • Gledson, questionei sobre isso, a questão do crime eleitoral. Clubes e associações independentes, com eleição própria, podem fazer apoio dessa forma. O que não pode, que caracterizaria crime eleitoral é um projeto ligado à prefeitura fazer qualquer tipo de apoio a qualquer partido, coligação ou candidato. E isso aconteceu em Niterói e foi denunciado pelo Claudio. Quando alunos de um projeto de natação ou surf para crianças, estavam gravando um “comercial” para a campanha do partido concorrente no pleito. Felizmente ele mesmo interviu (com chances de ter levado um tiro), denunciou e não foi ao ar. Esse projeto com as crianças era mantido pela Prefeitura. Isso sim geraria um grande crime eleitoral. Ok! Abraços!

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