Um lembrete!

 

Te choca a cena de uma mãe ao lado de seu filho esquálido, inanimado pela fome, esperando algo que talvez não venha? Se teu ponto de vista evoca desespero, dor, incompreensão e pavor, coloque-se no lugar dela. Empatia! Imagine qual sua vontade de trazer o que for para aliviar o sofrimento de alguém que é sua parte… Te causa fetiche a imagem de uma meretriz oferecendo seus serviços? Se sua idéia é aventura e prazer, pense em um dia inteiro deitando-se com cinco, dez, vinte homens, alguns deles violentos e obsessivos. Faz isso, talvez para o “leite” de suas crianças…

Por mais que tentamos entender, na maioria das vezes, uma mãe jamais deixa de amparar seu filho, em qualquer situação. O que me inspirou a escrever este texto foram imagens, inicialmente antagônicas. Fotos do flagelo da fome na África e prostituição na beira de uma movimentada rodovia. As primeiras, chocantes, duras, reais e inquietantes. Ver as duras penas em que vivem muitos é no mínimo perturbador. Mesmo confortavelmente em frente ao meu computador. Mesmo sabendo que isso acontece em nosso quintal também. A segunda, um misto de asco, fascínio e dó. Mesmo também, confortavelmente do banco de meu carro.

As mulheres possuem uma força que jamais entenderemos. Algo que transborda o que se coloque como impedimento. Prostitutas, agricultoras, médicas ou donas de casa, quando mães são capazes de sofrer até que seu calvário se transforme em leis, que protejam outras que jamais as conhecerão.

Assista a isso em uma apresentação do teatro da escola, em uma aula de natação ou festa de aniversário. Veja sua capacidade de superação em uma UTI pediátrica, ao redor de escombros de um terremoto, ou ao meio dia sob um sol escaldante a caminho de um hospital.

Força, atitude e energia mostram a capacidade que as mulheres têm de superar a si mesmas. De superar toda uma sociedade machista, preconceituosa e ignorante. Mesmo que silenciosamente. Pelo filho, a mulher pari, alimenta, acalenta e direciona. Nós, homens apenas participamos deste espetáculo. O amadurecimento cobra um preço alto, mas surpreende.

Muitas delas desconhecem sua posição e submetem-se. Vendem-se e expõem-se de forma descartável. Corruptoras do “movimento”, pelegas e fracas. Desconhecem seu verdadeiro papel.

Considero nossa sociedade matriarcal. Faça este exercício. Observe como as mulheres participam de sua vida. Filhos, casa marido e emprego. Alimentação, visual e lazer. Decoração, decisão e descanso. Elas dão conta de tudo.

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas…

Giuseppe Ricardo Passarini.

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