Um dia comum.

 

Um homem, da janela de seu carro joga uma embalagem de achocolatado na rua. Em seguida, motoristas buzinam incessantemente em frente ao um hospital, enfurecidos por um outro que tenta estacionar. Um “guardador de carros” arruma-se para iniciar seu dia de trabalho. Tudo isso em dez minutos do trajeto de minha casa ao meu trabalho.
Uma manhã normal… Normal consumir alimento industrializado, com infinitos teores de sódio e gordura para lhe dar sabor e duração. Normal, após consumi-los descartar as embalagens e resíduos em qualquer lugar, indiscriminadamente. Totalmente aceitável também o comportamento da maioria dos motoristas enquanto um colega tenta algo comum a todos, estacionar. Corriqueiro fazer o máximo de ruído em uma área onde deveria reinar o silêncio, afinal um hospital é local de convalescência. Guardar carros, em detrimento de uma segurança pública ou ato de esmolas, é uma profissão totalmente louvável. Afinal, deve ser uma ciência complicadíssima.
Minha esposa, outro dia me pediu para não reclamar tanto de tudo que via pelas ruas. Realmente, estava me tornando um chato, ranzinza querendo consertar o mundo com discursos. Imaginem passar horas ao lado de uma pessoa assim. Ela tem toda a razão!
Em um texto, o autor afirmava que, para realmente educarmos uma criança devemos elogiar seus atos, suas conquistas e superações. Medo, insegurança, egoísmo, perseverança, partilha. Não beleza, vestido, maquiagem, força. Nós adultos somos seus maiores exemplos, as referências que suas mentes se apóiam absorvendo o necessário para a sobrevivência na vida em sociedade.
Entretanto, o que observamos são adultos preocupados com o próprio mundo, esquecendo-se do coletivo e que o mesmo meio em que demonstra toda sua ira, egoísmo e falta de educação é o meio em que seus filhos estão crescendo, a mesma sociedade. Não adianta nos cercarmos em nossos condomínios, nossas personalizações e exclusividades. Agindo assim, voltaremos à Idade Média, feudos.
Faça o que está ao alcance de seus braços. Questione o que é normal. Desconfie do óbvio e seja a pessoa mais chata e ranzinza com sua consciência. A conseqüência disso tudo pode ser um cidadão mais crítico de seus atos e melhor para a sociedade.
Naquele mesmo dia, participei de um episódio na vida de dois deficientes visuais tentando atravessar uma movimentada avenida em minha cidade. Não preciso dizer o que aconteceu. Estou aqui, vivo. Ufa!

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Uma resposta para Um dia comum.

  1. Olavo Ludwig disse:

    Eu também preciso me controlar, minha esposa também já falou que ando muito chato!

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