A leveza, portanto é a ausência de peso!

Da Wikipédia: “A Insustentável Leveza do Ser (em checo Nesnesitelná lehkost bytí) é um livro publicado em 1984 por Milan Kundera. O romance se passa na cidade de Praga em 1968. Foi adaptado para o cinema pelo diretor Philip Kaufman sob o nome de The Unbearable Lightness of Being.”

Ouso escrever tendo como referência este livro, mesmo sem lê-lo… Arriscado quando se coloca algo publicamente. Mas o título é sugestivo e, no mínimo intrigante. Entretanto, como um estudante prestes a enfrentar uma avaliação bimestral, corro aos resumos pensando salvar-me da total ignorância, conseqüentemente bomba no fim do ano.

Com cunho filosófico profundo, este título me faz pensar muito sobre a vida. Nada mais óbvio quando se têm Parmênides e Nietzsche como referências. Para o primeiro, sempre existirá um conflito entre o “é” e o “não é”. Dualidade infinita que, para ele, rege a vida humana. A leveza, portanto é a ausência de peso!

Um desejo da maioria. Imaginem poder ausentar-se de tudo que sua vida lhe impõe? Em um exercício rápido, pense como seria se pudesse transpor seu dia a dia em um simples “não ser”. Como aquelas listas de geladeira, onde fixamos tarefas, sonhos e necessidades muitas vezes impossíveis, mas sempre presentes:

“Não ser rude”.
“Não ser desatento”.
“Não ser apressado”.
“Não ser fraco”.
“Não ser superficial”.
“Não ser, não ser, não ser…”

Quando fazemos o que gostamos, em minha opinião estamos “não sendo”. Frente ao que nos é colocado como responsabilidades, “somos” quase sempre o contrário daquilo que desejamos.

Pedalando, não sou fraco, não sou apressado, não sou desatento, não sou superficial. Como? Sou forte o suficiente para mover a máquina que me leva, vagaroso na medida em que imprimo minha velocidade, atento o quanto a paisagem se apresenta aos meus olhos, profundo nos pensamentos e ideais que me ocorrem durante todo o percurso.

A foto acima sugere que ela, a bicicleta, está livre, alta e linda, apoiada pela nossa imaginação. A insustentável leveza do ser se transcreve no momento em que desejamos ser algo e agimos contra isso por pura imposição externa. Se você sente a leveza de seu ser durante pedaladas, passeios, caminhadas, tente sustentar o sentimento além deste momento! Parmênides talvez fique muito feliz…

Giuseppe Ricardo Passarini.

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